terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Discurso de Adolf Hitler para o povo alemão no ano novo de 1943

No Ano novo de 1943, o discurso de Adolf Hitler é um apelo e elogio ao povo alemão sobre a renovação do esforço nacional durante a Guerra e uma confraternização da e pela indispensável unidade.

ADOLF HITLER

A ALEMANHA EM GUERRA

Pela Quarta vez o destino me obriga a dirigir, durante a guerra, o apelo do Novo Ano ao povo alemão. Durante estes quatro anos, o povo alemão compreendeu claramente que se trata realmente da sua existência ou da sua perda na luta que, como tantas vezes já, no decurso da história alemã, nos foi imposta pelos nossos rapaces inimigos.
Quando nos séculos passados, as disputas dinásticas encheram o mundo com o seu estrépito guerreiro, os resultados de semelhantes lutas eram, no fundo, mais modestos nos seus efeitos, tanto para os vencedores como para os vencidos. Contudo, depois duma decadência que durou séculos, o nosso 1º Império alemão via o seu povo decair da sua posição outrora altaneira na Europa; decadência essa causada pelo amolecimento interior e impotência que se seguiu, até que voltou a ser por muito tempo o fertilizador cultural do resto do mundo.
Milhões inumeráveis de alemães foram forçados a deixar a sua Pátria para procurarem subsistências. Foram esses precisamente que contribuíram inconscientemente para edificar esse continente que actualmente tenta, pela Segunda vez, pôr a Europa a fogo e sangue.
O povo que, na sua inexperiência política e sob a pressão da necessidade material, teve de refugiar-se mais e mais no mundo das ideias para se tornar, finalmente, a nação dos poetas e dos pensadores, era aos olhos do resto do mundo um fenómeno tão agradável como a Itália povoada de ruínas românticas, dilacerada políticamente e materialmente reduzida à mendicidade. Mas desde que o Estado prussiano cessou de não ser senão a espada das potências estrangeiras e se preparou, guiado por espíritos esclarecidos, para unir, conforme a sua verdadeira missão, o povo alemão, os gozadores da situação antiga começaram a odiar o novo Reich e a assolar o seu território com guerras, que se sucediam com intervalos cada vez mais próximos. Quanto mais oportunos para esse fim eram os argumentos invocados, mais mentirosos eram.
Outrora a França feudal lutara contra o Reich alemão, dirigido pela Casa de Habsburgo; mais tarde a França burguesa conduz as suas guerras contra a Alemanha, agrupada sob a Prússia. E a França de 1939 voltou a declarar guerra ao Reich, que desta vez não era do Kaiser, mas sim um Estado Nacional-Socialista.
A Inglaterra combateu primeiro a monarquia constitucional e parlamentar, agora excita contra o Estado popular alemão, as nações. A América, que em 1917 se juntou à Inglaterra para fazer a guerra contra a Alemanha de Guilherme II, foi a provocadora da actual guerra contra a Alemanha do ressurgimento socialista. A Rússia arrastou outrora a Europa monarquista para a guerra. Agora, preparou a sua guerra mundial sob a bandeira dos Estados bolchevistas, com o auxílio dos países capitalistas, contra a Europa e a Alemanha socialista.
Que importa os motivos que aleguem para explicar todas estas guerras se a razão profunda foi sempre o ódio contra um Império alemão poderoso, agindo como potência protectora da Europa central, e a recusa para concederem o direito de vida aos povos alemão e italiano?



O FÜHRER RELEMBRA AS SUAS PALAVRAS AO INICIAR A GUERRA

No fundo um interesse puramente capitalista, porque todos os homens do Estado são defensores das acções de armamento dos seus países. Do sangue dos mercenários contratados por eles e do sangue dos seus próprios soldados nascem os dividendos. Nada mais natural que à frente de todos os países esteja a potência que mantêm afastada de toda a moral humana e que vê no oiro a única razão de existir; a grande vencedora de todas as disputas é ao mesmo tempo a maior organizadora das guerras: tem sido o judaísmo internacional que sempre tem excitado ou provocado a divisão entre os homens e os povos.
Durante a guerra mundial de 1914-1918, esta coligação internacional de banqueiros e os seus cúmplices judeus conseguiram envolver o povo alemão nas nuvens das suas frases e cegá-lo contra o perigo ameaçador. Quando o povo alemão, enfraquecido pela revolução, depôs as armas, as pessoas simples, fiando-se nas promessas do seu inimigo sem carácter, cuidaram que podiam esperar uma paz na justiça, a reconciliação e o entendimento.
O nome dum presidente dos Estados Unidos da América está desde então ligado para sempre à maior trapaça da história do mundo: Wilson conseguindo com os seus 14 pontos corromper na sua atitude espiritual o povo alemão, que não conhecera a derrota no campo de batalha, para em seguida o aniquilar, imunizou para sempre a nação alemã contra a repetição de tais tentativas. Desde então a palavra de um presidente dos Estados Unidos da América já não tem na Alemanha senão o o mesmo valor que nos Estados Unidos se lhe atribui.
Mesmo sem isto o povo alemão já não é o mesmo povo alemão de 1914-1918. Do antigo Estado de classes, burguês e capitalista, nasceu um Estado nacional do povo. Se eu mesmo recebi as bases para as minhas ideias Nacionais-Socialistas da experiência da frente como soldado da guerra mundial, a Segunda guerra mundial que actualmente assola o mundo como acontecimento único na história, não é senão uma confirmação destas ideias.
É por isso que o povo alemão não se afastará, no decorrer desta luta, do seu ideal Nacional-Socialista, mas pelo contrário a ele se agarrará cada vez mais.
A antiga ordem social envelhecida desloca-se rapidamente. Não pode haver dúvida de que no fim desta luta o Estado Nacional-Socialista permanecerá na Europa como um bloco indestrutível e inamovível. Mas ninguém deve Ter ilusões: este Estado conduzirá a luta pela existência do nossos povo com uma energia totalmente diferente da antiga Alemanha.
Se eu já declarei, no dia 1 de Setembro de 1939, perante o Reichstag alemão, que suceda o que suceder, nem o tempo, nem a força das armas poderiam quebrar o Estado actual, cada alemão sabe já agora que a verdade desta profecia não pode ser posta em dúvida. E se eu asseguro além disso que a esperança do judaísmo internacional de poder aniquilar com uma nova guerra mundial o povo alemão, ou outros povos europeus, é o maior erro do judaísmo desde há milhares de anos e que não será certamente o povo alemão que será destruído, não resta dúvidas de que quem será exterminado será o judaísmo.
Desta vez não enviaremos nem sacrificaremos milhões de homens honrados, no campo de batalha por culpa duma raça maldita para que o judaísmo internacional faça negócios ou possa dar livre curso ao seu ódio, que data do Antigo Testamento e isso sem incorrer em nenhuma punição.
A melhor prova de que esta raça é a principal culpada desta guerra, pode ser dada pelo facto da ligação de contradições, aparentemente contraditórias, na lata contra os Estados nacionais europeus.
A aliança entre os Estados essencialmente capitalistas do ocidente, ou melhor ainda, entre a América e o regime fantasma socialista mentiroso do bolchevismo, não se compreende senão pelo facto da direcção nos dois casos se encontrarem entre as mãos do judaísmo internacional, mesmo quando as personagens que o representam o pareçam contradizer. Contudo o «trust» espiritual judaico de Roosevelt, a imprensa judaica da América, a rádio judaica destes países, a organização judaica dos partidos, etc., tudo isto não é outra coisa senão a direcção judaica da União dos Sovietes.
Logo que nos Estados os verdadeiros interesses nacionais começam apenas a movimentar-se, imediatamente se fazem sentir as mais vivas objecções à sua maneira de proceder, e sobretudo na fixação dos objectivos da própria guerra.
E isto vai tão longe que a arte do assassínio político, tão desenvolvida pela Inteligence-Service serve como último meio quando não se pode encontrar caminho para eliminar as divergências.


OS DOIS PONTOS DE VISTA DO ESTADO NACIONAL-SOCIALISTA

A posição do Estado Nacional-Socialista nesta luta, que é a mais gigantesca da história mundial, é ditada por dois pontos de vista. Primeiro: Nada fizemos na França, nem na Inglaterra, nem ainda na América, nada exigimos destes países que tivesse podido motivar esta guerra.
Mais ainda: cada proposta de paz, durante esta guerra, foi bruscamente repelida pelos criminosos de guerras internacionais e interpretada como uma fraqueza alemã. Foi assim que não nos declararam guerra, formalmente, como há vinte e cinco anos, mas nos impuseram a luta.
O outro ponto de vista é o seguinte; Desde que a guerra era inevitável, resolvemo-nos a conduzi-la com todo o fanatismo de que nós, nacionais-socialistas, somos capazes. Estamos, sobretudo, resolvidos a conduzi-la até uma decisão definitiva e nítida, para que os nossos filhos sejam poupados à repetição de uma tal catástrofe.
Se o povo alemão de 1918 tem continuado a luta com uma decisão de ferro, em lugar de crer nas frases mentirosas e hipócritas de Wilson, o amado inimigo Ter-se-ia então desmoronado.
Como tal não aconteceu, o nosso povo caiu na miséria económica, sem precedentes, e milhões de alemães foram arrebatados aos seus lares, e, em última análise, a outra guerra foi a causa da actual. Porque nós sabemos que em 1889, em Inglaterra e em Paris se pensava que o povo alemão deporia, como anteriormente, as armas, e isso passado pouco tempo. O povo alemão e o resto do mundo devem, contudo, saber que este acontecimento foi um facto único na história alemã.
Se judeus ingleses e americanos declaram que os aliados têm a intenção de arrebatar os filhos ao povo alemão, de trucidar milhões de jovens, de fragmentar o Reich e explorá-lo em proveito dos capitalistas ou dos bolchevistas, não têm necessidade de no-lo dizer, porque nós já o sabemos. Somente parece que nesse outro mundo não se sabe que a Alemanha Nacional-Socialista não se presta a tal experiência, que não será vencida e que jamais pensará em capitular, mas pelo contrário, está resolvida a terminar esta luta somente com uma vitória nítida.
A garantia mais segura deste sentimento e desta força de vontade necessária, é o partido Nacional-Socialista com as suas organizações e acima de tudo o povo por esse partido educado. O direito de crer nesta vitória devemo-lo à nossa própria força, à coragem das nossas tropas, fidelidade e ao trabalho do nosso país e à actividade dos valorosos povos aliados connosco na Europa e Ásia.
Se a força armada alemã e os outros Estados aliados connosco conseguiram, durante o ano findo, fazer recuar ainda mais as frentes do bolchevismo que ameaçam sobretudo a Europa, a Mãe-Pátria alemã fez nas cidades e no campo, com os homens e com as mulheres, em condições mais difíceis, uma obra única.
O soldado alemão e os soldados aliados, bem como a economia alemã, não só alargaram duma maneira gigantesca o espaço vital da Europa em luta, mas já o fizeram frutificar em grande parte em seu proveito. Foi possível assegurar o nosso reabastecimento graças ao trabalho do camponês e da camponesa alemães. Os milhões ocupados na nossa indústria, não só reabasteceram os Exércitos com o material necessário, mas criaram as condições indispensáveis para o fabrico do nosso armamento, projectado em dimensões mais extensas ainda.


OS VOTOS DO FÜHRER NO COMEÇO DO ANO

O que a América projecta fazer neste campo, foi-nos já muitas vezes suficientemente comunicado pelas tagarelices insensatas do seu principal excitador. O que ela é, na verdade, capaz de fazer, e o que já fez, não nos é desconhecido.
O que a Alemanha e a Europa farão em último lugar não constituirá segredo para os nossos adversários no ano que começa. Um olhar sobre o ano findo, sobre os grandes êxitos e as lutas gigantescas que se travam, obriga-nos, à Mãe Pátria alemã a pensar primeiro que tudo nos nossos soldados: em toda a parte em que se encontram, acrescentam novas folhas de glória ao Livro de História Alemã.
As suas batalhas gloriosas são conhecidas pelos comunicados especiais e pelos comunicados do Grande Quartel General, mas o que eles sofrem e suportam nunca o país poderá avaliar suficientemente. A esta frente dos combatentes deve acrescentar-se a frente dos homens e das mulheres que trabalham na rectaguarda como auxiliares da própria frente. Deles também, principalmente a Leste, se exige o inconcebível, e todos correspondem. Contudo, assumindo todas estas dores, todas as privações, todos estes sacrifícios e preocupações, eles preservam o Reich de uma desgraça mil vezes maior. Guardam-no, protegem-no perante os horrores de uma guerra de que o país não pode fazer uma ideia aproximada, apesar dos violentos ataques aéreos.
No começo do Ano Novo temos de agradecer em nome do povo alemão todo o heroísmo e todo o trabalho do país e da Frente. Eu não sou mais do que um dos numerosos elos desse povo. O que me faz distinguir da massa dos meus compatriotas não é mais do que a honra de poder ser seu chefe. Mas àparte isto, as suas dores são as minhas, do mesmo modo que o meu orgulho e a minha alegris serão um dia o orgulho e a alegria de todo um povo, Só o indivíduo é que deve desaparecer e desaparecerá, mas o povo deverá sobreviver.
Os nossos votos ao dia 1 de Janeiro de 1943 serão para que o povo, neste ano que começa, seja mais forte. É nestas condições que nós podemos ousar pedir como sempre ao Nosso Deus que não recuse o auxílio que nos tem dado até agora. O inverno pode ser duro, mas não poderá atingir-nos mais duramente do que o ano passado. Mas em seguida virá a hora em que reunindo toda a nossa força, nos preparemos para servir a liberdade, o futuro e a vida ao nosso povo.
Virá o momento então em que nesta luta uma potência será a primeira a desabar; que isto não é com a Alemanha bem o sabemos. O povo alemão ficará desta vez senhor do campo de batalha. E enfim virá essa longa era de paz que nós desejamos para a maior organização da comunidade do nosso povo como único agradecimento digno dos nossos filhos mortos no campo da honra.




In "Grandes Discursos Políticos". Selecção, Organização, Prefácio e Notas de Leopoldino Serrão. Editora Ausência, 2004.

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